O médico ortopedista, Dr. Peter Calderoni, tomou posse de seu cargo de vice-prefeito de Embu das Artes na tarde dessa quarta-feira, dia 01, após... Dr. Peter toma posse como vice-prefeito na Câmara e assume prefeitura de Embu

O médico ortopedista, Dr. Peter Calderoni, tomou posse de seu cargo de vice-prefeito de Embu das Artes na tarde dessa quarta-feira, dia 01, após um duradouro processo que o impedia de assumir seu posto no executivo municipal. Com a sessão extraordinária remarcada após sua data ser divulgada para o dia 27, muitos esperavam que o prefeito eleito, Ney Santos, aparecesse para assumir seu posto, o que não aconteceu devido sua situação jurídica. Peter foi empossado ainda pelo então presidente da Câmara, Carlinhos do Embu, na presença de 15 vereadores. Julio Campanha e Gilson Oliveira não compareceram por problemas de saúde.

Agora como vice-prefeito empossado, Dr. Peter assume a prefeitura no lugar do presidente da Câmara, Hugo Prado – Foto: Assessoria CMETEA

Com um plenário cheio, Dr. Peter tomou posse de seu cargo e no primeiro discurso como chefe do executivo evocou o “restabelecimento da democracia” no que considerou “um momento de realização”. “É um momento de muita felicidade, um momento de realização, momento que está se restabelecendo a democracia nessa cidade. Passamos por um período turbulento, mas graças a Deus parece que está tudo se realizando”, disse o novo chefe do executivo municipal.

Ele também agradeceu a equipe de trabalho da campanha e seus familiares, já com a voz embargada. “Não posso deixar de lisonjear as três mulheres da minha vida, minha mãe, Dona Ester, minha esposa, Maria Emília e minha filha, Fernanda, que nesses dias difíceis seguraram uma barra muito grande”, disse.

Plenário da Câmara ficou lotado para a posse do vice-prefeito de Embu das Artes

Ao final da sessão, Peter não quis falar com a imprensa na Câmara, mas organizou uma coletiva na prefeitura. O Diretor jurídico da Câmara, Dr. Francisco Roberto, novamente esclareceu dúvidas dos jornalista sobre como ficará a situação política do município com a não posse do prefeito eleito da cidade, Ney Santo. “Dez dias é um direito líquido e certo do Ney Santos entrar aqui e falar: estou tomando posse. Ele se apresenta aqui e toma posse. Não tem mais solenidade, não tem mais nada é um ato administrativo. Passado dez dias, ele pode tomar posse? Ainda pode, mas vai depender da Câmara se pronunciar se tem justificativa de Força Maior ou não. Se a Câmara entender que não tem força maior, vai declarar vago (o cargo) e ele não toma posse”, explicou o Diretor Jurídico.

Com a Posse do vice-prefeito, Dr. Peter, fica afastado a hipótese que se ventilava nos bastidores político de uma nova eleição municipal. Sem o prefeito eleito a frente do executivo municipal, o vice exerce suas funções até que se conclua o desfecho jurídico estabelecido no caso Ney Santos. “O vice prefeito agora termina o mandato. Houve a posse legítima do vice-prefeito, ele é um representante natural. Nova eleição agora fica descartada. Ele assume na condição de vice, mas termina como prefeito”, explicou Francisco caso seja dado como vago o cargo do prefeito eleito.

Dr. Francisco também explicou que na hipótese de apenas Dr. Peter assumir o executivo municipal, como prefeito da cidade, o presidente da Câmara ou o secretário de Assuntos Jurídicos poderão assumir o posto do vice-prefeito da cidade.

Com a posse de Peter, o então prefeito interino, o presidente do Legislativo Municipal, Hugo Prado, retornou as suas funções na Câmara e já presidiu a primeira sessão ordinária do ano.

 

 

*Alexandre Oliveira / Linhas Populares

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