O deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-prefeito de Embu das Artes, Geraldo Cruz, foi absolvido por 4×3 votos dos ministros do... Geraldo Cruz é absolvido do processo de cassação e inelegibilidade no TSE

Geraldo Cruz é inocentado da acusação de uso indevido de meio de comunicação e tem seus direitos políticos restabelecido, podendo se candidatar novamente ao pleito de deputado estadual em 2018

O deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-prefeito de Embu das Artes, Geraldo Cruz, foi absolvido por 4×3 votos dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela acusação que sofria de uso indevido de meio de comunicação na eleição de 2014 . A disputa, considerada acirrada, só foi definida com o voto de “minerva” do juiz Gilmar Mendes, presidente da corte, que absolveu Geraldo garantindo sua elegibilidade novamente.

Nas redes sociais, Geraldo subiu o tom e desabafou sobre o processo que sofreu e, segundo ele, minou sua candidatura a prefeito por Embu das Artes no último pleito eleitoral. “Confesso que o processo que se estende desde 2015, do qual saio agora vencedor, deixou em mim cicatrizes profundas”, disse.

Segundo Geraldo, a acusação de uso indevido do jornal Folha do Embu no ano de 2014, onde detinha uma coluna política, não alteraria o resultado da eleição daquele ano. “Condenar um mandato eletivo, disputado seguindo todas as regras democráticas, em razão de fatos que certamente não alterariam o resultado da eleição, seria um ataque à liberdade de informação e uma verdadeira interferência no processo eleitoral […] Interferência essa que nenhuma instância foi capaz de neutralizar durante as eleições municipais de 2016 na qual fui substancialmente prejudicado por este processo, como é de conhecimento de todos”, lamentou.

No TSE, Geraldo conseguiu anular sua cassação e consequente inelegibilidade após os juízes Luiz Fux, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira e Gilmar Mendes, que é o presidente da Corte, darem provimento ao recurso ordinário. Votaram contra o recurso os juízes Napoleão Nunes (que era o relator do processo), Jorge Mussi e Rosa Weber.

Agora Geraldo disse que irá se restabelecer politicamente, mas que “não há como voltar no tempo”. Uma coletiva de impresa está marcada para as 17hs desta quarta-feira (31) em seu escritório político, no Jd. Casa Branca.

 

Leia na íntegra o desabafo de Geraldo Cruz nas redes sociais

A VITÓRIA DA VERDADE

Hoje o dia é de extrema alegria.
Eu, que vivi tantos momentos de conquistas sendo vereador por três mandatos, eleito duas vezes prefeito de minha cidade, eleito e reeleito deputado estadual, confesso que o processo que se estende desde 2015, do qual saio agora vencedor, deixou em mim cicatrizes profundas. Mas sempre confiei na justiça e desde o início sabia que do ponto de vista do Estado Democrático de Direito a razão estava conosco. Fui eleito para esta legislatura por mais de 60 mil eleitores que confiam no meu trabalho e no meu caráter como homem público.

Condenar um mandato eletivo, disputado seguindo todas as regras democráticas, em razão de fatos que certamente não alterariam o resultado da eleição, seria um ataque à liberdade de informação e uma verdadeira interferência no processo eleitoral.

Interferência essa que nenhuma instância foi capaz de neutralizar durante as eleições municipais de 2016 na qual fui substancialmente prejudicado por este processo, como é de conhecimento de todos.

Com a confirmação de minha inocência pelo Tribunal Superior Eleitoral, será recuperada a verdade dos fatos na imprensa e na opinião pública. Mas não há como voltar no tempo.

Mentiras foram jogadas no vento e somente mais tempo poderá fazer com que a verdade se restabeleça. O tempo e muito, muito trabalho.

E de trabalho eu nunca tive medo. Essa vitória de hoje marca o início de uma nova jornada que enfrentarei com coragem, honestidade de sentimento e Fé.

Conto com todos nesta nova etapa.
Geraldo Cruz

 

 

*Por Alexandre Oliveira – Linhas Populares

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