O presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, Ney Santos (PRB), conseguiu no final da tarde desta quarta-feira, dia 13, o efeito suspensivo... Ney Santos consegue nova liminar e é reconduzido à Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, Ney Santos (PRB), conseguiu no final da tarde desta quarta-feira, dia 13, o efeito suspensivo da decisão que teria cassado seu diploma de vereador. Com a conquista a ação cautelar movida no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mesmo tribunal que o cassou, Ney agora recorre do processo de perca de mandato por captação ilícita de sufrágio no cargo, até que nova decisão seja dada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ney chegou a presidir a sessão dessa quarta, mesmo não “acreditando” que conseguiria reverter a decisão ainda nesta semana. Segundo pessoas próximas a ele, o presidente da Câmara não iria a sessão, mas foi demovido da ideia após saber que o efeito suspensivo saiu em favor de sua defesa.

Ney Santos foi reconduzido ao cargo de vereador e presidente da Câmara e presidiu a sessão nesta quarta (13) - Foto: Alexandre Oliveira

Ney Santos foi reconduzido ao cargo de vereador e presidente da Câmara e presidiu a sessão nesta quarta (13) – Foto: Alexandre Oliveira

O “efeito suspensivo ao recurso especial” foi concedido por volta das 18hs e garantiu que Ney não precisasse sair de seu gabinete na Câmara, apesar de que muito de seus pertences já começassem a ser retirados da Sala da Presidência. Presidente por cerca de uma semana, a vereadora Rosana do Arthur (PMDB) teria acatado o regimento interno da Câmara e proferido prazo para que Ney deixasse a Casa. O prazo também se expirava nessa quarta.

A retotalização dos votos para a definição do substituto de Ney na Câmara já estava marcada para essa quinta-feira (14) pelo juiz eleitoral de Embu, Gustavo Sauaia Romeiro.

Com a decisão pelo efeito suspensivo, Ney voltou a presidir a sessão da Câmara e novamente criticou a postura do Partido dos Trabalhadores em sua condução do governo brasileiro. “Me sinto preparado para estar aqui hoje fazendo o meu papel que é de direito. Estou nesse mandato porque Deus e o povo meu colocou aqui e eu tenho certeza que vou terminá-lo até o fim. Fui eleito pelo voto popular, pelo voto democrático, o qual fez jus para eu estar nesse lugar. Por mais que tenha as dificuldades, por mais que as pessoas do mau terem me atrapalhado, eu tenho um Deus todo poderoso que é justo e sabe o que é certo”, disse em seu pronunciamento na Câmara.

Ele também voltou a criticar a postura do Partido dos Trabalhadores e de vereadores da cidade que ainda continuam na sigla. “O país não aguenta mais tanta demagogia, não aguenta mais tanta roubalheira. Milhares de pessoas morrendo nos hospitais, milhões de brasileiros desempregados, e infelizmente tem alguns políticos da nossa cidade que ainda apoia um governo corrupto. Eu quero ter o prazer de segunda-feira (18) olhar na cara desse políticos que apoiam esse governo corrupto. Será que essa presidente não cai na real que ela não tem mais credibilidade para governar? O impeachment passando ou não se o país continuar na mão do PT nós estamos no fundo do poço”, disse em tom de desabafo.

“Osso bom de chupar?”

Vereador Edvânio Mendes (PT) rebateu as críticas ao Partido dos Trabalhadores feitas por Ney Santos; para Edvânio governo federal é "osso bom de chupar" - Foto: Alexandre Oliveira

Vereador Edvânio Mendes (PT) rebateu as críticas ao Partido dos Trabalhadores feitas por Ney Santos; para Edvânio governo federal é “osso bom de chupar” – Foto: Alexandre Oliveira

O vereador Edvânio Mendes (PT) foi um dos vereadores que sairam em defesa do Governo Federal e da bandeira petista após as falas do presidente da Câmara, Ney Santos, que teceu críticas ao Partido dos Trabalhadores. Na fala de Edvânio, os programas e recursos federais são “ossos bom de chupar”. O sarcasmos utilizado pelo vereador foi duramente criticado pelas pessoas que acompanhavam a sessão. Edvânio foi duramente vaiado. “Esse osso que o Governo Federal está deixando aqui para Embu está terrível: o osso duro de chupar”, disse em alusão ás obras de habitação com o programa Minha, Casa Minha Vida, e a construção de creches na cidade. “Esse osso está engasgado em alguns vereadores que foram lá entregar a Minha Casa, Minha Vida. Esse vereadores que falam aqui hoje estavam lá entregando o Minha Casa para essas famílias que é do governo federal, goste ou não goste”, disse Edvânio.

incomodado, o vereador Júlio Campanha (PRB) rebateu: “Se não fosse a quadrilha que eles montaram lá (referencia ao PT no governo federal) eram não sei quantos mil apartamentos, era não sei quantas UPAs …  O osso duro de roer”, rebateu.

 

 

*Da redação

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