Um vídeo vem ganhando destaque nacional após retratar o assédio sexual sofrido por mulheres em locais públicos. Na cena, uma mulher é abordada por... Vídeo com ator que interpretou Zé Pequeno, em Cidade de Deus, viraliza na Internet após abordar assédio sexual contra mulheres

Um vídeo vem ganhando destaque nacional após retratar o assédio sexual sofrido por mulheres em locais públicos. Na cena, uma mulher é abordada por homens cuja ação é tentar convence-la a participar de atos sexuais sem compromisso. O tema foi abordado pelo programa televisivo, Pânico na TV, da Rede Bandeirantes, e traz como papel secundário a ator Leandro Firmino, que interpretou o personagem Zé Pequeno, no filme Cidade de Deus, amplamente aclamado pela crítica à época de seu lançamento.

A abordagem do tema revela o grande constrangimento e a violência, física e verbal, sofrida por mulheres em ambientes públicos, como em uma padaria, na rua ou em um ponto de ônibus.

Leandro Firmino, o ator de Zé Pequeno, participou do quadro encarregado de “afastar” os aliciadores da atriz, que não demonstrava nenhuma ação provocativa a seus aliciadores.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em um estudo realizado em 2014, 89% das vítimas de violência sexual são do sexo feminino e em geral têm baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências envolvendo crianças, há um histórico de estupro anteriores. 70% dos estupro são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima (CPMA.Org).

O “Mapa da Violência no Brasil”, lançado em 2015, aponta que dos 4.762 assassinatos registrados de mulheres em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013.

No vídeo, tratado sempre em tom de brincadeira e deboche por seus apresentadores, que pode ser visto na íntegra no Link, a atriz é abordada sem constrangimento nenhum de seus assediadores e tem até mesmo o braço segurado por um deles. O Programa não afirma que apenas se trata de uma cena fictícia, dando a confirmar que as ações eram reais.

Nós do Linhas Populares nos solidarizamos as mulheres que tenham sofrido tal situação de violência sexual e constrangimento. O telefone 180 é uma arma contra violência de qualquer natureza, e realizou mais de 700 mil atendimento apenas em 2015.

 

NÃO É NÃO!

 

*Redação, com informações  – Compromisso e Atitude.org

 

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